Otolina no mar de Chris Riddell

Levei um grande susto essa semana quando finalmente notei que o autor desse pequenino livro infantil é o Chriss Riddell!

Admiro (e confesso… invejo um pouco. rs) seu talento e parceria com o Neil Gaiman há algum tempo.

Já Otolina, sempre circulou as prateleiras da livraria… Já atendi inúmeras crianças pedindo Otolina e a gata amarela, mas nunca tinha prestado atenção ao nome do autor!

Enfim… aqui estou para tentar me redimir da falta de atenção.

“Otolina morava no apartamento 243 com o Sr. Munroe, um sujeito baixinho e cabeludo que não gostava de chuva nem de pentear o cabelo.” pág.6

Otolina é uma protagonista curiosa, independente e corajosa como todas as Colecionadoras Itinerantes Amadoras devem ser, afinal, seus pais são Colecionadores Itinerantes Profissionais e viajam o mundo todo fazendo explorações.

Otolina no mar é o terceiro livro da série mas todos os livros podem ser lidos fora de ordem sem problema algum.

Nesse volume o Sr. Munroe viaja para a Noruega em uma missão secreta à procura do lendário Pé-Bem-Grande. Acompanhamos então a jornada de Otolina tentando encontrar seu melhor amigo, o Sr. Munroe.

É o tipo de livro perfeito para crianças aventureiras de qualquer idade.

A trama pela sinopse talvez não pareça lá muito original, mas acho que a riqueza está nos detalhes da excepcional ilustração de Cris Riddell toda em preto, branco e verde e nos elementos inseridos por ele no livro como submarinos, uma coleção de sapatos estranhos, uma vizinha maluca, uma Companhia de Sapatos no mínimo curiosa, macacos, ursos e etc.

Enfim, o argumento pode parecer clichê! Mas a narrativa é bem desenvolvida, te deixa curioso para saber o que acontece no final e tira boas risadas.

O livro é completamente ilustrado com texto na medida certa para novos leitores.

Recomendo para crianças a partir de 6-7 anos, apesar de ter algumas palavras estranhas o autor sempre justifica/explica elas através da ilustração facilitando para os novos leitores.

Adultos também devem dar uma bisbilhotada na obra!

É ótimo reviver um pouco da infância, resgatar a nostalgia de uma realidade lúdica sem celulares, tvs e computadores, onde o companheiro inseparável da protagonista é na verdade uma caderno e uma máquina fotográfica, opa… uma câmera itinemática.

Nessas horas sinto uma ponta de nostalgia e outra de saudade da imaginação!

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